9.08.2010
4.24.2010
4.17.2010
12.30.2009
O exagero como forma de sensibilizar!!!
O exagero fictício de uma condição ou situação social,demográfica, económica ou natural, originam novos panoramas que regeneram ideias de transformação ou sustentação desse mesmo exagero.
O caso aqui estudado é o desgelo dos pólos, procovado pelo acelaramento do aquecimento do globo e com consequências desvastadoras para a população mundial e em particular na cidade de Santander, Espanha.
Com o desegelo completo dos pólos, o nível das águas do mar subiria cientificamente entre 1 e 2 metros a nível global. O exagero entra precisamente neste número em vez de 1 a 2 metros experimentámos subir o mar 10 metros, e provocar situações completamente novas na região de Santander. Novas realidades sociais, hábitos, modos de estar, Arquitectura etc.
O caso aqui estudado é o desgelo dos pólos, procovado pelo acelaramento do aquecimento do globo e com consequências desvastadoras para a população mundial e em particular na cidade de Santander, Espanha.
Com o desegelo completo dos pólos, o nível das águas do mar subiria cientificamente entre 1 e 2 metros a nível global. O exagero entra precisamente neste número em vez de 1 a 2 metros experimentámos subir o mar 10 metros, e provocar situações completamente novas na região de Santander. Novas realidades sociais, hábitos, modos de estar, Arquitectura etc.
12.06.2009
Dental clinic
Trata-se de um projecto de interiores, para uma pequena clínica/consultório dentário, situado no centro de Algés.
O espaço tem duas entradas de luz, e o projecto tentar absorver a maior quantidade de luz para o seu interior. Um dos vãos o de maior visibilidade encontra-se virado nascente e relacionado directamente com a rua, e o outro encontra-se virado a sul, mas pertence à loja adjacente, o que dificulta assim a entrada de luz.
O projecto foi elaborado com precauções económicas, sendo ele composto por materiais de custo reduzido, onde o balanço de qualidade de espaço/custo foi levada em conta. Materiais tranlucidos apoiados em estrutura metálica de peso reduzido, constituiem os elementos mais encarecedores do projecto, sendo justificados pela vontade de propôr um melhor e mais iluminado espaço.
clique nas imagens para um melhor pormenor...
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O espaço tem duas entradas de luz, e o projecto tentar absorver a maior quantidade de luz para o seu interior. Um dos vãos o de maior visibilidade encontra-se virado nascente e relacionado directamente com a rua, e o outro encontra-se virado a sul, mas pertence à loja adjacente, o que dificulta assim a entrada de luz.
O projecto foi elaborado com precauções económicas, sendo ele composto por materiais de custo reduzido, onde o balanço de qualidade de espaço/custo foi levada em conta. Materiais tranlucidos apoiados em estrutura metálica de peso reduzido, constituiem os elementos mais encarecedores do projecto, sendo justificados pela vontade de propôr um melhor e mais iluminado espaço.
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8.31.2009
8.13.2009
casas compartidas 2
"Estas casas", no entanto podem abrir um precedente social e económico, nomeadamente nas classes de emigrantes sem perfil profissional, que se aglomeram em número clandestino em busca de uma melhor relação preço/estadia, habitando autênticas assembleias sem condições de higiene e de habitabilidade.
Aqui cabe ao politico, precaver e salvaguardar esta situação. Os politicos são os principais responsáveis pela exploração destes cidadãos. A exploração de individuos no mercado de trabalho abre portas a ese tipo de vivência, que pararelamente ao referido acima, são potenciais salas de debate e de construção de ideias, mas que infelizmente resultam, não de uma vontade natural e evolutiva, mas sim de um cenário projectado e explorado por muitos.
Aqui cabe ao politico, precaver e salvaguardar esta situação. Os politicos são os principais responsáveis pela exploração destes cidadãos. A exploração de individuos no mercado de trabalho abre portas a ese tipo de vivência, que pararelamente ao referido acima, são potenciais salas de debate e de construção de ideias, mas que infelizmente resultam, não de uma vontade natural e evolutiva, mas sim de um cenário projectado e explorado por muitos.
8.03.2009
CASAS COMPARTIDAS
“ TRIMMMMMMMMMMMMMMMMMM !!!!!
-Foda-se, já são 9 e 43… tenho que me despachar!!!!
.Levanto-me ,tiro o resto da roupa de ontem de cima da cama, saiu do quarto, vejo o Esteves a dormir de cigarro aceso deitado no sofá. O Gajo, o A. Esteves acorda e adormece em seguida no sofá com o primeiro cigarro do dia.
Entro na cozinha imunda, o lava-loiça cheio de loiça por lavar! Pego numa última tigela de cereais, encho-a ,e como de rajada! Faço a diagonal da sala inspirando o cigarro do Esteves e chego à casa de banho…ocupada…está lá a Laura, jovem estudante italiana de 24 anos…”

É assim, mais ou menos neste espírito, onde se pode aplicar o termo “bigbrother” que vivem cerca de 80 milhões de cidadãos europeus. Autênticas famílias de jovens assalariados.
Este conceito de vivência surge com o nascimento do programa erasmus em 1987 ,tratando-se de um programa de apoio interuniversitário de mobilidade de estudantes e docentes do Ensino Superior, entre estados membros da União Europeia e estados associados, permitindo aos alunos estudarem noutro país por um tempo de 3, 6 e 12 meses.
Para estes alunos recém chegados a um país novo, à data, quase sempre provenientes de uma cultura social e económica diferente , resultava mais fácil e barato partilhar o mesmo espaço , a mesma casa. Assim, grupos de diversas nacionalidades dividem o arrendamento de apartamentos ,normalmente situados em bairros adjacentes à respectiva universidade.
Estas não foram propriamente as primeiras casas “invadidas” por gente jovem e estudantil, mas certamente as primeiras que resultaram de um processo de abertura de fronteiras, entre as universidades que fizeram “hoje” a Europa politica e laboralmente aberta.
Presentemente, esta europa aberta e democrática possui mais de oitenta milhôes de trabalhadores e estudantes a viverem nesta situação, em casa compartida , que terá obviamente que sobreviver com regras e códigos muito especificos para que a vida no seu interior seja vista e vivida com algum bem estar. Pagamentos de contas a horas, limpezas regulares, gastronomia, conforto, privacidade.
Em termos sociais, e a nivel de relações pública/privada, estas casas são sobretudo uma extensão da rua até a casa. São espaços sociais de conhecimento múltiplo de pessoas, ou seja, casas de porta aberta ou entreaberta que proporcionam o debate, a festa, uma interacção com diferentes agentes interiores e exteriores.
Um jantar, a lida da casa, um serão , um filme visionado no salão, um pc ligado, são cenários que podem suscitar diversas trocas de informação.O espaço de casa ganha dinâmica pública, gente, informação e tempo, factores essenciais na caracterização de um espaço, até à data, tradicionalmente público.
Os espaços mais privados, como os quartos, acabam também por se tornarem espaços públicos, ou através de "chats" , conversas telefónicas ou de chamadas de 3a geração ou até mesmo em visitas esporádicas de sexo numa sexta feira à noite!!!
Em boa verdade,é apenas com o avanço tecnológico que foi possível tornar um espaço, teóricamente mais intimista, num espaço de diálogo e troca de ideias entre muitos.
-Foda-se, já são 9 e 43… tenho que me despachar!!!!
.Levanto-me ,tiro o resto da roupa de ontem de cima da cama, saiu do quarto, vejo o Esteves a dormir de cigarro aceso deitado no sofá. O Gajo, o A. Esteves acorda e adormece em seguida no sofá com o primeiro cigarro do dia.
Entro na cozinha imunda, o lava-loiça cheio de loiça por lavar! Pego numa última tigela de cereais, encho-a ,e como de rajada! Faço a diagonal da sala inspirando o cigarro do Esteves e chego à casa de banho…ocupada…está lá a Laura, jovem estudante italiana de 24 anos…”

É assim, mais ou menos neste espírito, onde se pode aplicar o termo “bigbrother” que vivem cerca de 80 milhões de cidadãos europeus. Autênticas famílias de jovens assalariados.
Este conceito de vivência surge com o nascimento do programa erasmus em 1987 ,tratando-se de um programa de apoio interuniversitário de mobilidade de estudantes e docentes do Ensino Superior, entre estados membros da União Europeia e estados associados, permitindo aos alunos estudarem noutro país por um tempo de 3, 6 e 12 meses.
Para estes alunos recém chegados a um país novo, à data, quase sempre provenientes de uma cultura social e económica diferente , resultava mais fácil e barato partilhar o mesmo espaço , a mesma casa. Assim, grupos de diversas nacionalidades dividem o arrendamento de apartamentos ,normalmente situados em bairros adjacentes à respectiva universidade.
Estas não foram propriamente as primeiras casas “invadidas” por gente jovem e estudantil, mas certamente as primeiras que resultaram de um processo de abertura de fronteiras, entre as universidades que fizeram “hoje” a Europa politica e laboralmente aberta.
Presentemente, esta europa aberta e democrática possui mais de oitenta milhôes de trabalhadores e estudantes a viverem nesta situação, em casa compartida , que terá obviamente que sobreviver com regras e códigos muito especificos para que a vida no seu interior seja vista e vivida com algum bem estar. Pagamentos de contas a horas, limpezas regulares, gastronomia, conforto, privacidade.
Em termos sociais, e a nivel de relações pública/privada, estas casas são sobretudo uma extensão da rua até a casa. São espaços sociais de conhecimento múltiplo de pessoas, ou seja, casas de porta aberta ou entreaberta que proporcionam o debate, a festa, uma interacção com diferentes agentes interiores e exteriores.
Um jantar, a lida da casa, um serão , um filme visionado no salão, um pc ligado, são cenários que podem suscitar diversas trocas de informação.O espaço de casa ganha dinâmica pública, gente, informação e tempo, factores essenciais na caracterização de um espaço, até à data, tradicionalmente público.
Os espaços mais privados, como os quartos, acabam também por se tornarem espaços públicos, ou através de "chats" , conversas telefónicas ou de chamadas de 3a geração ou até mesmo em visitas esporádicas de sexo numa sexta feira à noite!!!
Em boa verdade,é apenas com o avanço tecnológico que foi possível tornar um espaço, teóricamente mais intimista, num espaço de diálogo e troca de ideias entre muitos.
7.31.2009
LCM em SAN MARTIN ON TV.bienalX esp. (nº1)
Corre o ano de 2060, e em Santander realiza-se mais festival de televisão "SAN MARTIN ON TV" & "Arquitectura e a Televisão". Elias Zenghelis, professor da universidade de Mendrisio e fundador do OMA - Office for Metropolitan Architecture juntamente com Rem Koolhas, Zoe Zenghelis e Madelon Vriesendorp é convidado ao debate com os profissionais e alunos do workshop. Elias Zenghelis estabeleceu a necessidade destacar na cityness a qualidade dos espaços de interacção como espaços politicos. Fez frente aos modelos de urbanização como forma de crescimento disperso da cidade. Zenghelis recuperou propostas de SUPERSTUDIO,ArkZOO e Rossi defendendo a necessidade de monumentalização dos edificios de habitação bem como outras funcionalidades, que podem responder ás exigências do mercado capitalista. Monumentos com capacidade de responder, ou fazer face, há urbanização dispersa, e que permitiriam ao arquitectos superar a "tirania" do pequeno e da fragmentação.
6.11.2009
UrbanAcción_PLAZA TALLER/ Praça Atelier
LCM_ em conjunto com o movimento "esta es una plaza".

Imaginemos um vazio urbano em pleno centro de Madrid.
Imaginemos que em certo dia, em conjunto com alguns amigos decide ocupar esse espaço e apropriá-lo à cidade. Decidem juntos, tomar as rédeas desse espaço e potenciá-lo às necessidades e exigências do quarteirão, do bairro, da cidade. Criando actividades de cariz diverso, desde cursos de pintura urbana, cursos de horticultura a aulas de piano, ou simplesmente criar espaço de estar, de permanência e de discussão.
O essencial é abrir um espaço , que há partida se encontra despojado e vazio quer de edificado quer de gente, DEVOLVENDO-O à cidade, identificando-o com a população, sendo que esta seria o seu principal promotor e perseguidor de uma vontade de interagir com o meio artístico, social. Generalizando, a principal ideia é potenciar uma maior dinâmica na cidade, uma maior troca de informação, de ideias ,de formas de pensar e de agir diferente.

Imaginemos um vazio urbano em pleno centro de Madrid.
Imaginemos que em certo dia, em conjunto com alguns amigos decide ocupar esse espaço e apropriá-lo à cidade. Decidem juntos, tomar as rédeas desse espaço e potenciá-lo às necessidades e exigências do quarteirão, do bairro, da cidade. Criando actividades de cariz diverso, desde cursos de pintura urbana, cursos de horticultura a aulas de piano, ou simplesmente criar espaço de estar, de permanência e de discussão.
O essencial é abrir um espaço , que há partida se encontra despojado e vazio quer de edificado quer de gente, DEVOLVENDO-O à cidade, identificando-o com a população, sendo que esta seria o seu principal promotor e perseguidor de uma vontade de interagir com o meio artístico, social. Generalizando, a principal ideia é potenciar uma maior dinâmica na cidade, uma maior troca de informação, de ideias ,de formas de pensar e de agir diferente.
1.02.2009
Proposta na Venda do Pinheiro
Esta proposta, tem lugar numa antiga moradia dos inicios dos anos 60,originalmente de planta quadrangular, que foi sofrendo alterações e acrescentos ao longos dos anos, consoante as necessidades do seu utilizador.
O estado da casa actual, apresenta-se espacialmente desadequado às necessidades de uma moradia de final de semana nos dias que correm, o mesmo se poderá dizer da falta de interacção existente entre o terreno e a moradia
O trabalho desenrola-se em dois sentidos:
.reutilizar a estrutura base da antiga casa
.potenciar os novos espaços ao terreno envolvente unificando-os num só projecto
O estado da casa actual, apresenta-se espacialmente desadequado às necessidades de uma moradia de final de semana nos dias que correm, o mesmo se poderá dizer da falta de interacção existente entre o terreno e a moradia
O trabalho desenrola-se em dois sentidos:
.reutilizar a estrutura base da antiga casa
.potenciar os novos espaços ao terreno envolvente unificando-os num só projecto
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| Estado Actual |
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| Perspectiva da maquete |
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| Perspectiva da maquete |
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| Planta piso 0 |
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| Planta piso 1 |
11.01.2008
TUPPER HOME CANDIDATA AO PRÉMIO MIES VAN der ROHE
9.15.2008
Proposta J.A. 232
Não é por acaso que a política surge como tema para um número do J.A.
Efectivamente, a arquitectura sempre se desenvolveu de mãos dadas com a política, umas vezes, pela própria vontade política, outras, por via indirecta, mediante decisões políticas que transfiguraram e mudaram a sociedade levando-a a conhecer novos panoramas, novas existências construtivas, que reflectem uma determinada realidade, características de um determinado espaço e tempo.
Contudo, não só a partir destes dois parâmetros se pode relacionar a arquitectura com a politica. Ao longo da História, a arquitectura foi também um instrumento de propaganda de diferentes regimes e condicionantes políticas.
Nesta proposta ao caderno do Vírus pretendemos interpretar esta relação ao longo dos tempos, transparecendo o contacto entre estas duas filosofias, que aparentemente independentes, se mostram indispensáveis no surgimento, desenvolvimento e queda de regimes, monarquias ou até mesmo democracias.
Neste caderno, pretendemos sensibilizar e acompanhar esta relação ao longo dos regimes mais estudados, o imperialismo romano, o feudalismo medieval, o absolutismo monárquico, o fascismo e, finalizando com o regime democrático ou democracia.
É sobretudo sobre este último parâmetro, que vai incidir e alongar-se esta sensibilização, equiparando, por exemplo, o papel da arquitectura na defesa e propaganda do regime nazi de Adolf Hitler, ou até mesmo Salazar, ao papel que a arquitectura poderá ter, ou se já não o possuí, na defesa e confraternização do regime democrático e o seu principal ditador, o cidadão!!!!
Pretende-se assim, reler os princípios democráticos, os direitos e as responsabilidades e confrontá-los com a arquitectura, inserindo este diálogo no contexto da sociedade pós moderna dos “mass média” onde toda a informação é gerada e fornecida de forma gratuita, transformando a nossa sociedade aparentemente transparente numa sociedade mais caótica e confusa.
É neste contexto sócio cultural que pretendemos finalizar a nossa proposta, questionando sobre como este diálogo informação/arquitectura pode ou não fortalecer o regime onde vivemos, onde queremos que ele vigore e cresça, da forma mais saudável e transparente possível.

A política e arquitectura sempre colaboraram no arranjo e desempenho das sociedades. Ao longo da história estas duas realidades desempenharam papéis basilares no desenvolvimento de ideais políticos, formas de governo que fortaleceram e derrubaram impérios e civilizações.
Desde o inicio da História, nomeadamente desde os primeiros relatos de sociedades organizadas, que a arquitectura detém um papel fulcral na sustentação, divulgação e manutenção destas mesmas. Tornou-se assim indissociável a relação, política /arquitectura.
1. Segundo reza, a História o primeiro grande império da era ocidental, o grande império romano, primeiramente denominado por república de Roma, era politicamente estruturado por um rei ou imperador eleito pelo senado ou por legitimidade hierárquica. O imperador exercia um poder autoritário e vitalício, super visionado pelo senado; intermediário, entre os deuses e os homens, servia-se do poder do exército para manter a ordem e vigiar as suas cidades com patrulhas ordenadas e disciplinadas. Assim entende-se o traçado das novas cidades que proliferam pela Europa pertencente ao território da “pax romana”, cidades que idolatravam o poder do monarca através de monumentais obras de arte que pontuavam as praças donde desaguavam as ruas ortogonais que compunham a malha da chamada típica cidade romana militarizada a princípio (república) e monumental já no apogeu do império.
Politicamente, Roma era um território governado por um regime semi-absolutista, cujo a arquitectura onde residia o poder, e os seus pólos de decisão, eram compostos por elementos de extrema beleza e ornamentação dando a entender a sumptuosidade do seu líder, “transparentando” uma imagem idílica e genial do seu líder colocando-o num patamar superior a todos os restantes romanos.
Este tipo de articulação entre a arquitectura e a propaganda política atingiu estado limite aquando da divisão política do grande império em dois impérios, o império romano do ocidente e o império romano do oriente. Aqui as divergências políticas/religiosas destes dois impérios suscitaram um desequilíbrio nos seus ideais, o que se reflectiram, numa desorganização das suas instituições e a quebra da aliança arquitectura/politica, sendo que esta servia de instrumento de divulgação do poder e da ordem politica.
2.Com a queda do império romano, e consequente desorganização social , religiosa e económica, o mundo conheceu uma nova forma de realização e concretização da acção dos poderosos, uma forma feudal, bipolarizada, onde a ira de cada senhor (senhorio) poderoso emergia numa porção de terra sobe a forma de um forte ou castelo, que com a ajuda de cavaleiros armados, exerciam o poder e a ordem sobre a população (trabalhadores) residente nas imediações do castelo, controlando a actividade cultural e económica, assim como, o desenvolvimento social de todo o território.
Este tipo de organização social transfigura-se numa rede urbana menos organizada, obscura, sem grande preocupações higiénicas , donde a mensagem de ordem politica, judicial e religiosa era fornecida aos cidadãos dentro das igrejas ou à porta, no nártex destas, por Padres ou senhores da guerra.
Este facto, vem constituir que a Igreja enquanto edifico, surgia como o principal ponto de reunião nesta época da História, assumia um papel determinante, na organização sócio-politico-cultural da sociedade deste período. À sua porta e dentro delas, eram redigidos discurso de “propaganda” ao monarca ou senhor da guerra
O povo, trabalhador e analfabeto, era composto por cidadãos livres e não livres, que obedeciam ao senhorio, com o medo de represálias, medo perder a sua pequena porção de terra, que lhe proporcionava o sustento, assim como , o medo de perder a sua única forma de angariar algum dinheiro para o dízimo. ( Renda anual ou tributo prestado ao senhor da terra ).
Socialmente, esta hierarquia foi sofrendo alterações na sua estrutura, ou seja, com consolidação do território e a consequente definição das fronteiras, o poder das armas foi-se dissipando em prol do comércio, o que estabilizou e tranquilizou a sociedade, fortalecendo os patamares mais baixos desta.
continua...
Efectivamente, a arquitectura sempre se desenvolveu de mãos dadas com a política, umas vezes, pela própria vontade política, outras, por via indirecta, mediante decisões políticas que transfiguraram e mudaram a sociedade levando-a a conhecer novos panoramas, novas existências construtivas, que reflectem uma determinada realidade, características de um determinado espaço e tempo.
Contudo, não só a partir destes dois parâmetros se pode relacionar a arquitectura com a politica. Ao longo da História, a arquitectura foi também um instrumento de propaganda de diferentes regimes e condicionantes políticas.
Nesta proposta ao caderno do Vírus pretendemos interpretar esta relação ao longo dos tempos, transparecendo o contacto entre estas duas filosofias, que aparentemente independentes, se mostram indispensáveis no surgimento, desenvolvimento e queda de regimes, monarquias ou até mesmo democracias.
Neste caderno, pretendemos sensibilizar e acompanhar esta relação ao longo dos regimes mais estudados, o imperialismo romano, o feudalismo medieval, o absolutismo monárquico, o fascismo e, finalizando com o regime democrático ou democracia.
É sobretudo sobre este último parâmetro, que vai incidir e alongar-se esta sensibilização, equiparando, por exemplo, o papel da arquitectura na defesa e propaganda do regime nazi de Adolf Hitler, ou até mesmo Salazar, ao papel que a arquitectura poderá ter, ou se já não o possuí, na defesa e confraternização do regime democrático e o seu principal ditador, o cidadão!!!!
Pretende-se assim, reler os princípios democráticos, os direitos e as responsabilidades e confrontá-los com a arquitectura, inserindo este diálogo no contexto da sociedade pós moderna dos “mass média” onde toda a informação é gerada e fornecida de forma gratuita, transformando a nossa sociedade aparentemente transparente numa sociedade mais caótica e confusa.
É neste contexto sócio cultural que pretendemos finalizar a nossa proposta, questionando sobre como este diálogo informação/arquitectura pode ou não fortalecer o regime onde vivemos, onde queremos que ele vigore e cresça, da forma mais saudável e transparente possível.

A política e arquitectura sempre colaboraram no arranjo e desempenho das sociedades. Ao longo da história estas duas realidades desempenharam papéis basilares no desenvolvimento de ideais políticos, formas de governo que fortaleceram e derrubaram impérios e civilizações.
Desde o inicio da História, nomeadamente desde os primeiros relatos de sociedades organizadas, que a arquitectura detém um papel fulcral na sustentação, divulgação e manutenção destas mesmas. Tornou-se assim indissociável a relação, política /arquitectura.
1. Segundo reza, a História o primeiro grande império da era ocidental, o grande império romano, primeiramente denominado por república de Roma, era politicamente estruturado por um rei ou imperador eleito pelo senado ou por legitimidade hierárquica. O imperador exercia um poder autoritário e vitalício, super visionado pelo senado; intermediário, entre os deuses e os homens, servia-se do poder do exército para manter a ordem e vigiar as suas cidades com patrulhas ordenadas e disciplinadas. Assim entende-se o traçado das novas cidades que proliferam pela Europa pertencente ao território da “pax romana”, cidades que idolatravam o poder do monarca através de monumentais obras de arte que pontuavam as praças donde desaguavam as ruas ortogonais que compunham a malha da chamada típica cidade romana militarizada a princípio (república) e monumental já no apogeu do império.
Politicamente, Roma era um território governado por um regime semi-absolutista, cujo a arquitectura onde residia o poder, e os seus pólos de decisão, eram compostos por elementos de extrema beleza e ornamentação dando a entender a sumptuosidade do seu líder, “transparentando” uma imagem idílica e genial do seu líder colocando-o num patamar superior a todos os restantes romanos.
Este tipo de articulação entre a arquitectura e a propaganda política atingiu estado limite aquando da divisão política do grande império em dois impérios, o império romano do ocidente e o império romano do oriente. Aqui as divergências políticas/religiosas destes dois impérios suscitaram um desequilíbrio nos seus ideais, o que se reflectiram, numa desorganização das suas instituições e a quebra da aliança arquitectura/politica, sendo que esta servia de instrumento de divulgação do poder e da ordem politica.
2.Com a queda do império romano, e consequente desorganização social , religiosa e económica, o mundo conheceu uma nova forma de realização e concretização da acção dos poderosos, uma forma feudal, bipolarizada, onde a ira de cada senhor (senhorio) poderoso emergia numa porção de terra sobe a forma de um forte ou castelo, que com a ajuda de cavaleiros armados, exerciam o poder e a ordem sobre a população (trabalhadores) residente nas imediações do castelo, controlando a actividade cultural e económica, assim como, o desenvolvimento social de todo o território.
Este tipo de organização social transfigura-se numa rede urbana menos organizada, obscura, sem grande preocupações higiénicas , donde a mensagem de ordem politica, judicial e religiosa era fornecida aos cidadãos dentro das igrejas ou à porta, no nártex destas, por Padres ou senhores da guerra.
Este facto, vem constituir que a Igreja enquanto edifico, surgia como o principal ponto de reunião nesta época da História, assumia um papel determinante, na organização sócio-politico-cultural da sociedade deste período. À sua porta e dentro delas, eram redigidos discurso de “propaganda” ao monarca ou senhor da guerra
O povo, trabalhador e analfabeto, era composto por cidadãos livres e não livres, que obedeciam ao senhorio, com o medo de represálias, medo perder a sua pequena porção de terra, que lhe proporcionava o sustento, assim como , o medo de perder a sua única forma de angariar algum dinheiro para o dízimo. ( Renda anual ou tributo prestado ao senhor da terra ).
Socialmente, esta hierarquia foi sofrendo alterações na sua estrutura, ou seja, com consolidação do território e a consequente definição das fronteiras, o poder das armas foi-se dissipando em prol do comércio, o que estabilizou e tranquilizou a sociedade, fortalecendo os patamares mais baixos desta.
continua...
6.30.2008
6.19.2008
2.07.2008
une petite maison
Esta é uma pequena casa situada num bairro na zona oriental de lisboa, um bairro de caracteristicas especificas de determinado tempo e época. Trata-se de uma sequência de casarios geminados dos meádos do século XX ,de traço cuidado, pautado pela simetria e razão na harmonia do bairro, e uma atenção pela socialização dos seus habitantes com o meio envolvente, quer na localização dos jardins comunitários, quer pela interação que estes têm com os jardins particulares.
Torna-se assim fulcral pensar num espaço que interaja com o próprio jardim e que este salubre a própria casa.
Assim, e partindo desta premissa, todo o piso inferior é pensado em prol de uma possivel extensão das actividades ao jardim, buscando uma associação entre a actividade e a mutação ciclica da natureza.
No verão a familia poderá expandir a sua actividade ao jardim e disfrutar de um ambiente florido e verdejante, ao mesmo tempo que no inverno esta mesma se poderá recolher ao interior e vislumbrar a mutação das estações e a consequente alteração do ambiente do jardim. Com isto, pretendemos que o espaço se torne, também ele mutável.
Torna-se assim fulcral pensar num espaço que interaja com o próprio jardim e que este salubre a própria casa.
Assim, e partindo desta premissa, todo o piso inferior é pensado em prol de uma possivel extensão das actividades ao jardim, buscando uma associação entre a actividade e a mutação ciclica da natureza.
No verão a familia poderá expandir a sua actividade ao jardim e disfrutar de um ambiente florido e verdejante, ao mesmo tempo que no inverno esta mesma se poderá recolher ao interior e vislumbrar a mutação das estações e a consequente alteração do ambiente do jardim. Com isto, pretendemos que o espaço se torne, também ele mutável.
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